Um brilho pela janela. Há uma luz além da grade.
Mas olhá-la não se pode: fica alta na parede.
A penumbra se divide, pela luminosidade,
numa cela que se mede com demais facilidade.
Lentamente, a mão mergulha dentro aquela claridade.
O que tem além da grade? A pergunta não procede.
Quando os peixes se debatem so se aperta mais a rede.
O sol nada no crepúsculo. A luzinha se despede.
O que é que nos impede? Qual a força que decide?
Qual impulso é necessário para que alguem revide?
Talvez haja água por perto, mas continuarei com sede.
Só por causa de uma grade...
...e esperando alguém que ajude?
Não. Nós não queremos piedade.
O que serve é outra coisa. Desejá-la é insanidade.
Tem nos livros, tenho lido... mas cadê na realidade?
O que temos, bem na frente, é só o frio de uma parede.
O que salva não se encontra. É um calor que não se pede.
Mas olhá-la não se pode: fica alta na parede.
A penumbra se divide, pela luminosidade,
numa cela que se mede com demais facilidade.
Lentamente, a mão mergulha dentro aquela claridade.
O que tem além da grade? A pergunta não procede.
Quando os peixes se debatem so se aperta mais a rede.
O sol nada no crepúsculo. A luzinha se despede.
O que é que nos impede? Qual a força que decide?
Qual impulso é necessário para que alguem revide?
Talvez haja água por perto, mas continuarei com sede.
Só por causa de uma grade...
...e esperando alguém que ajude?
Não. Nós não queremos piedade.
O que serve é outra coisa. Desejá-la é insanidade.
Tem nos livros, tenho lido... mas cadê na realidade?
O que temos, bem na frente, é só o frio de uma parede.
O que salva não se encontra. É um calor que não se pede.
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Davide (03-3-2015)