A memória hoje me engana;
a lembrança é até querida.
Mas a lógica é tirana:
o que importa é só a ferida.
Assim vai-se embora o tempo,
nessa dúvida infinita,
condenado no seu limbo
como se não fosse vida.
E são pedras preciosas
que perdemos pela estrada.
Areia jogada ao vento,
ou então conto de fada.
que perdemos pela estrada.
Areia jogada ao vento,
ou então conto de fada.
É como se fosse um luto,
como não poder casar.
Uma árvore sem fruto
que nem flores vai me dar.
É uma terra sem bandeira
que ninguém conhecerá.
Uma ilha, uma fronteira,
que não vou mais procurar.
É um canto de sereia,
um navio sem direção.
É o que resta da maré
que levou a embarcação.
como não poder casar.
Uma árvore sem fruto
que nem flores vai me dar.
É uma terra sem bandeira
que ninguém conhecerá.
Uma ilha, uma fronteira,
que não vou mais procurar.
É um canto de sereia,
um navio sem direção.
É o que resta da maré
que levou a embarcação.
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Davide (21-8-2009)
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