O LOBO


O inverno passa e enfim libera o mundo.
O lobo quase não acreditava.
Olhou mais uma vez, respirou fundo.
O gelo, o vento e a neve: nada estava.

Agora o lobo anda e tem esperança.
Saiu das trevas: ficam na lembrança.
Não tem raiva mais, não... só tem piedade.
Saiu do tempo escuro da maldade.

E assim o lobo vai pela sua estrada.
A dor na sua memória é algo útil:
falsos mestres, Judas, gente fútil...
não briga mais, não quer saber de nada.

Não há ninguém no mundo que não falha.
Mas tem quem sobreviverá à batalha.

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IL LUPO

L’inverno passa, e già libera il mondo.
Il lupo ormai neanche ci credeva:
si guardò intorno, poi respirò a fondo.
Il ghiaccio poco a poco si scioglieva.

Adesso il lupo cambia la sua storia;
le tenebre danzanti, e la memoria,
non danno rabbia ormai: solo pietà.
Non è più tempo d'odio e crudeltà.

E così, il lupo trova la speranza;
ricorda tutto, tutto è ancora utile:
falsi maestri, Giuda, gente futile…
non litiga ormai più, non ha importanza.

Non c’è nessuno al mondo che non sbaglia,
ma lotta e vincerai la tua battaglia.

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Davide (1-2-2009)

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